segunda-feira

"eu te amei muito.
Nunca disse, como você também não disse, mas
acho que você soube.
Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar.
Pena também que a gente se envergonhe de dizer,
a gente não devia ter vergonha
do que é bonito.
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo,
e que então tudo vai ser mais claro,
que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe,
e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi
de você e voltei e tornei a fugir.
São coisas difíceis de serem contadas,
mais difíceis talvez de serem compreendidas
— se um dia a gente se encontrar de novo, em amor,
eu direi delas, caso contrário não será preciso.
Essas coisas não pedem resposta nem ressonância
alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor
e ternura que eu tinha — e tenho — pra você.
Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém,
como você existe em mim.
"
Desculpa, mas este grito está entalado em minha garganta.

Por que a gente é assim?

Eu grito para mim que é necessário te esquecer, que eu preciso te deixar ir, cortar este cordão imaginário que nos une. Me olho no espelho para tentar ter a certeza de que tudo ainda está sob controle, não está. Eu nunca tive controle de nada, meu caro. E eu que sempre quis ter o controle da situação, vi tudo indo pelo ralo e não consegui impedir.
Eu quero segurar suas mãos com força e dizer para que você não se esqueça do que foi belo em nós, por favor, me diz, eu sei que aí dentro de você ainda há vestígios meus. Algumas pessoas vieram depois de você, não há como tirar o lugar que pintei e bordei para você. Eu brindei você, mas, na primeira oportunidade que você teve, pulou do navio sem hesitar. Para quê?
Você me fez mudar para depois se mudar de mim, é natural, talvez não haja no mundo nada mais natural. Eu me pergunto porque, sempre. Não há motivos, nem ocultos nem explícitos. Você não sabe de nada ao certo, e sabe, nem eu.
Larga da minha mão e do meu coração, se possível. Eu não torço mais para que isso passe, torci nos primeiros dias, chorei nos primeiros dias. Dói ainda, o que posso fazer senão continuar?

Um brinde, aos meus

"Como posso querer que meus amigos entendam as coisas loucas que passam pela minha cabeça, se eu mesmo, não entendo?"
De Salvador Dali, para meus Salvadores Daqui.
Feliz dia do amigo, aos meus!

Por amor, ou não

Nessa era moderna, não sei se me dou ao luxo de acreditar em amor. E não digo só aquele amor de filme, digo amor de amigo, amor disso, amor daquilo. Não sei se acredito. Agora criou-se uma facilidade muito grande para se dizer: "eu te amo" sem ter a verdade necessária. Nós sabemos, dizer eu te amo é clichê, o que eu digo aqui agora também não passa de clichê.
Amor, se é que existe, não precisa dizer. Quanto mais oculto o amor, mais silencioso, mais passivo, mais amor é. O mundo moderno detonou muitas coisas belas, muitas músicas belas, muitos cantores, escritores e atores belos, e, antes de mais nada e da forma mais tirana, o mundo moderno detonou o amor, toda a beleza dos olhares apaixonados, toda a vontade de abraçar e sentir o coração batendo do outro.
Não quero ser moderna, peço todos os dias para não ser. Eu quero poder amar. Amar as pessoas que eu conheço, as pessoas que ainda irei conhecer. Quero conhecer pessoas que saibam amar e, não posso ser injusta, eu conheço um bocado delas já.
Se você não ama, não seja irracional, não fale o que não sinta. Eu tenho medo de que o mundo se torne, dia após dia, um viveiro de pessoas que não sabem (ou temem) viver.

Então

Saiba, aquele oceano ainda existe.

sábado

Você é o que resiste ao desespero e à solidão....

CAROLINA

EU NÃO ME CANSO DE TE OUVIR
NÃO ME CANSO DE TE OLHAR
FAÇO DE TUDO PRA TE VER SORRIR
MAS TE CONSOLO SE QUISER CHORAR

SEMPRE ESTAREI AQUI
QUANDO VOCÊ PRECISAR
SABE QUE PODE CONFIAR EM MIM
PROMETO NUNCA TE DESAPONTAR

TENHO ORGULHO DE TER EM VOCÊ
TUDO AQUILO QUE ME FASCINA
TODO DIA TE ENCONTRAR E VER
ESSA BELEZA CAROLINA

QUE ME FAZ ENTENDER
O SENTIDO DA VIDA
E TODO DIA AGRADECER
ESSA BELEZA CAROLINA

NÃO DEIXE QUE O TEMPO
TE LEVE PRA LONGE DE MIM
E NUNCA ESQUEÇA O SENTIMENTO
QUE DE MIM SEMPRE IRA FLUIR

EU VEJO EM VOCÊ A CERTEZA
DE ALGUÉM QUE VAI CONSEGUIR
BRILHAR MUITO MAIS QUE UMA ESTRELA
COMO JÁ BRILHA PRA MIM.

Este é o belo presente de aniversário adiantado que recebi de Guilherme C. Guilherme, saiba que me sinto muito honrada pelo presente e, de uma forma muito sincera, quero agradecer pela quantidade de carinho, pela consideração e pelo afeto. E, quero que me caiba um dia poder retribuir a amizade leal e sincera de sempre.
Hoje foi um pré-aniversário muito feliz. Eu poderia tirar este dia para parabenizar Afonso, mas este já sabe de tudo.

quinta-feira

De Maria, para Maria.

















Nunca me dei ao luxo de escrever algo sobre mim, Maria Carolina Marchioni da Silva, a essência, e não o que os amores requentados fizeram com que ela se tornasse... Não, não essa Maria Carolina. A menina que acorda todos os dias preocupada com as notas da escola, com os problemas dos amigos, com o almoço. A menina que não gosta de se olhar no espelho e tem medo de errar. A menina que ama rotina, que vive na rotina, que pisa sempre nas mesmas pedras da calçada na hora de voltar para casa. É sobre essa Maria que escreverei hoje, a Maria que conheço tão bem mas que, vez ou outra, me surpreende.
Tudo começou em 19 de julho de 1994, não, eu não sei se chovia ou fazia sol, mas naquele dia algo estava para mudar. Também não posso dizer se o Brasil ganhou ou perdeu a copa de '94, não tem nada sobre futebol aqui, mas sei que naquele dia nasceu uma menina, que ganhou o primeiro nome da avó e o segundo a mãe havia escolhido, aquela menina poderia se chamar Carla, mas acabou por ser Maria Carolina mesmo. Sei, porque me contaram, que era gordinha e tinha olhos fechadinhos, mas infelizmente não temos fotos para registrar.
Os anos foram seguindo, ela foi crescendo, crescendo. Nada mais natural. Foi oradora da formatura da pré escola, em 2000. Os anos não se cansavam de passar... Eu nem me lembro de muita coisa, me contaram tantas vezes histórias assim e minha memória falha justo agora... Tudo bem, sem muitos detalhes posso dizer que ela cresceu, cresceu. As barbies, com o tempo, foram ficando naquela caixa cheia de bagunça por baixo da cama. Em 2007, a tal da Maria deu de se apaixonar, a tal da Maria namorou e, a gente pode dizer com certeza, ela foi feliz. Depois disso, sua vida amorosa foi indo, indo, complicando-se e até arrancando algumas dolorosas lágrimas dela, coitada. Ela, conforme o tempo passou, foi se transformando. Sabe, no próximo dia 19 ela completa 15 anos de idade.... dizem que depois dos quinze a vida voa. Ela já queria ter 30, diz sempre. Ela quer ser feliz. Ela quer tantas coisas... quer ter um sofá preto na sala, quer ter filhos, quer poder abraçar o mundo todo, ela quer ser convidada pelo amor da sua vida para uma xícara de café, ela adora café. Ela espera convites, ansiosa. Convites que, por vezes, nunca chegam, nunca vão chegar. Ela quer que alguém a leve para casa um dia, e que chova muito. Ela quer ter motivos para chorar de alegria. Ela tem lembranças.
Ela se lembra com carinho dos abraços que chegaram nos momentos certos, ela se lembra das brigas, acertos, erros. Ela não tem boa memória, mas ela consegue se lembrar de tudo agora, isso até faz com que algumas lágrimas teimem em cair. Ela chora muito, já foi chamada de chorona diversas vezes, ela não liga.
Ela deita os cabelos curtos no travesseiro e inventa um sonho bom, ela inventa sonhos quando escreve, ela se inventa o tempo todo, ela inventa amores, ela fantasia. Por isso é tão iludida, por isso sofre tanto por amores que duram uma dança. Ela se pergunta, todo o tempo, porque raios esquecem tantas vezes que ela tem um coração. Ela se pergunta sobre tanta coisa. Ela quer ser boa para o mundo, ela quer mudar o mundo, escrever livros, se casar. Sim, ela quer contar até três e jogar as flores para trás. Ela não quer ver a vida passar.
Ela sonha tanto. Talvez seja por isso que sua vida parece tão mentira quando ela acorda. Ela sonha com o príncipe encantado das histórias, com as letras de músicas, com as serenatas. Mas, dia ou outro ela se atreve a acordar, e chora e chora e chora.
Ela é um peixe que pula do aquário todos os dias pela manhã. Ela liga o vídeo-game e joga sem enjoar. Ela quer ser tão adulta e a gente vê, ela não mudou nadinha. No fundo ainda tem três anos e acabou de ganhar uma bicicleta nova.
Mas onde eu quero chegar com tudo isso? Eu quero chegar na parte do quanto eu me orgulho por essa menina, e do quanto eu me orgulho pelas pedras que ela pisa, pelos tombos que ela cai, pelas lágrimas que ela derruba, pelas risadas horrorosas que ela solta, pelos amores mal resolvidos dela. Eu me orgulho por tudo que ela viveu, pelos amigos que conquistou. Eu me orgulho por, de tão pertinho, vê-la chegar aos 15 anos. Eu quero poder parabenizar esta menina hoje, de uma forma adiantada. Parabenizar tudo o que ela fez e foi em vão, tudo que ela fez e valeu a pena. Parabenizar a grande menina que ela se tornou e a pequena menina que, no fundo, ela ainda é. Parabéns Maria, parabéns.
"Andei pra chegar tão longe
Daqui de longe eu olhei pra trás
E foi como ver distante
Eu atravessando os meus temporais"